08/09/2025
Novo Número da Inquietude - Revista de Estudantes de Filosofia da UFG
Prezadas/es/os leitoras/ies/es,
A Inquietude [vinculada à Faculdade de Filosofia (FaFil) e Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPPGFil) da Universidade Federal de Goiás (UFG)] tem o prazer de comunicar à comunidade filosófica a sua mais nova edição [v. 16, n. 1, jan./jun. 2025]. O conjunto de trabalhos apresentados nesta edição convida a uma reflexão profunda sobre as múltiplas formas de experienciar o humano – do corpo ao pensamento, do mito à estética, do sofrimento à criação. O erotismo, analisado por Ana Carolina Borges de Lacerda, revela-se não apenas como força vital, mas também como campo de tensão entre desejo e interdição, iluminando a face psíquica da angústia moderna. Essa dimensão subjetiva dialoga com a leitura nietzschiana de Ellen Cristina Rodrigues Correia e Kelvin Felipe Weschenfelder, que identificam a possibilidade de se enxergar uma fusão dos princípios apolíneo e dionisíaco nas obras de Cartier-Bresson, o que revela a capacidade da fotografia de capturar tanto a ordem e a beleza quanto o caos e a intensidade da vida. No mesmo espírito crítico, Letícia Machado Spinelli desafia o cânone filosófico e propõe um currículo descolonizado por meio de uma problematização das bases eurocêntricas do cânone filosófico tradicional e seu reflexo nos currículos de filosofia. A ética do retorno, discutida por Lara Passini Vaz-Tostes, propõe-se a realizar uma reflexão filosófico-literária sobre o gesto do retorno como estrutura simbólica e ética, enquanto Rafael Eros Oliveira Rocha expande o horizonte para a natureza e o cosmos, via Feuerbach e Coccia, sugerindo uma ampliação das possibilidades de relação entre o humano e a totalidade cósmica da natureza. O problema do mal, a partir da perspectiva de Ricœur, é o objeto de análise de Vinicius Araujo da Silva Nascimento, para o qual a possibilidade do erro e do engano são condições fundamentais do homem. Por fim, Guilherme Bezerra realiza uma tradução brasileira do texto Etapas da estética estrutural de Charles Lalo, importante figura que teria papel de destaque na fundação de uma “estética sociológica”. Em conjunto, os textos reafirmam a urgência de se pensar criticamente a cultura, a subjetividade e as relações humanas, propondo uma filosofia que é, ao mesmo tempo, crítica, sensível e transformadora.
Cordialmente,
A Edição.
Contato: revista.inquietude@gmail.com