ENCANTANDO CRIANÇAS COM O FILOSOFAR

Grazielly Candida Sabadin Adão

05/05/2020 • A ANPOF e o Ensino Médio

Instituio Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro ENCANTANDO CRIANAS COM O FILOSOFAR Palavras-chave: narrativa, mediao, pensamento crtico. Introduo O presente trabalho tem como meta geral desenvolver um estudo terico no entrelaamento entre filosofia e criana a partir do encontro das ideias de Lipman (2002 [1997], 1995, 1990) e Bruner (2001, 1978). Buscamos organizar informaes que pudessem ampliar a compreenso no que diz respeito aos aspectos que envolvem o processo de aprendizagem infantil, a importncia de transformar a sala de aula em um constante e significativo aprendizado, em que h destaque para o beneficiamento do desenvolvimento das aquisies nas crianas por mediao do professor. O que nos dispomos a fazer um convite ao pblico leitor, oportunizando ao mesmo refletir a respeito do vasto e ampliador campo que o conhecimento filosfico pode proporcionar aos infantes. Dissertaremos sobre a prtica reflexiva como contribuinte ao ato de filosofar, ou, ao ato de se adquirir conhecimento, tornando esse crtico e libertrio do ser humano. A partir de uma pesquisa terica, deu-se incio ao estudo de como se tornaria possvel desenvolver na criana o encantamento atravs da arte do filosofar estimulando-lhe habilidades de raciocnio, formao de conceitos, investigao e significao, ou seja, habilidades cognitivas. O objetivo que nos levou a colocar em execuo esta pesquisa de cunho bibliogrfico foi o de fazer um recorte que contribusse com os profissionais que trabalham na Educao Fundamental e, de que forma esses podem conhecer a Filosofia para Criana como uma metodologia essencial na questo de transformar o aprendizado em algo extremamente prazeroso ? no ato de filosofar. Despontam as questes: De que maneira o filosofar, quando pautado no ldico, nas vivncias, nos fatos, na conversa e no questionamento, tornar-se capaz de mediar uma educao prazerosa e/ou diferenciada? A escola, na figura do professor intermediando todo processo educacional qualitativo, poderia transformar a prtica do filosofar num exerccio estimulador do pensamento infantil, contribuindo tambm para um pensamento de autonomia da criana? O termo ?Ensino de Filosofia para Crianas? aponta dois sentidos: a) tentativa de tornar a histria da filosofia acessvel para que as crianas filosofem, e b) a filosofia como pea fundamental, contribuinte na formao de indivduos capazes de seguir uma linha de raciocnio e, capazes de opinarem a respeito de diversificados assuntos ligados poltica, tica, liberdade, tornando essas crianas sujeitos totalmente despidos de qualquer conceito preestabelecido, ou seja, com total liberdade de expresso. Neste trabalho, prevalecer este segundo sentido. Para o alcance do objetivo deste estudo, duas reas do conhecimento sero envolvidas prioritariamente: a filosofia e a psicologia. O campo da filosofia est presente nas ideias de Lipman (2002 [1997], 1995, 1990), com o encantar atravs do filosofar, do questionar, da reflexo, da construo de um ser pensante. O campo da psicologia est presente nas ideias de Jerome S. Bruner (2001, 1978) tendo como foco a criana, seu aprendizado e, o uso de suas narrativas entrelaadas realidade daquele que se encontra envolvido no processo educacional: docentes, discentes e familiares. Todos na obteno de significar aquilo que se diz, que se investiga, ou seja, o exame da inteligncia, da aprendizagem, da memria, do pensamento e daquilo que motiva. O pressuposto bsico deste estudo infere que na infncia se torna mais ?livre? o ato de filosofar, pois, boa parte das crianas no se envergonham ao expor o que pensam. Pertence ao universo da criana, a curiosidade e a facilidade para abstrair certos ensinamentos. O que buscamos fazer um convite para que as crianas filosofem no espao escolar, ou seja, reflitam por meio do dilogo a respeito das coisas do mundo. Filosofar na Infncia? Defender a concepo do ensino da filosofia no ambiente infantil de certa maneira muito arriscado. Alguns adultos atribuem filosofia certa complexidade. Entretanto, o que se pretende no fazer com que as crianas leiam e interpretem Scrates, Plato, Aristteles, Descartes, Kant, Nietzsche etc.. O que se enseja unir filosofia e criana permitindo ao infante o exerccio de seu pensamento e no, a imposio do pensamento adulto. A filosofia por vezes coopera com os aspectos cientficos, mas diferentemente das cincias, perguntas filosficas no podem se bastar em teorias, filosofia transcendente. Questes filosficas so questionadoras, indagam a respeito do que venha ser algo, perguntam sobre as razes de tudo e, investigam a respeito da prpria existncia humana; preocupam-se em analisar racionalmente o significado do ser, compreendendo-o em sua totalidade individual e coletiva. Filosofar cumpre lugar de nos fazer olhar para o mundo de forma crtica, a partir de olharmos primeiro para dentro de ns mesmos, a compreendermos nossos olhares ao outro, no nos permitindo a existncia apenas de maneira automtica ? nos sensibiliza de tal forma que contribui para que possamos pensar melhor. O homem no um ser pronto, sendo necessrio que algumas instituies da vida ? a escola, por exemplo, o oriente, o explique a respeito das coisas, para que esse possa ser um indivduo organizado em sua trajetria de vida. de extrema importncia que desde muito pequenas as crianas possam receber explicaes a respeito dos conceitos que veem adquirindo, pois, se j os soubessem, apenas cumpririam o papel de repetidores, seriam indivduos com total incapacidade de inovar-se, seriam seres tautolgicos. Educao que vise dar liberdade, cuida para que seus indivduos sejam livres, mais humanos, mais capazes ? independentes. A escola que emancipa seus infantes. Quando estamos buscando uma educao de qualidade, necessrio o questionamento a respeito das situaes que levam os alunos a se tornarem desestimulados no processo de aprendizagem, ou seja, no que diz respeito a no conseguirem por vezes, assimilarem o contedo de forma significativa e eficiente. Algumas crianas se constrangem a tal ponto de no serem capazes de interagir com o ambiente escolar, acontece que em seus ambientes familiares ou at mesmo em seus ambientes escolares, so proibidas de manifestarem sua maneira de ver o mundo, so caladas por uma educao impositora. Quando essa mesma criana encontra espao para dialogar v nisso a possibilidade que necessitava para a liberdade de expresso, da voz ativa. A criana puro ato, que quando encantada pelo dilogo, desperta, manifesta-se como potncia. Nos utilizamos do conceito aristotlico de potncia e ato para salientar que o ser humano, desde a mais tenra idade, um ser dotado em possibilidades quando, sendo ele, motivado atravs de questionamentos filosficos por um adulto. Adulto esse, que no o julgue ser infantil, que no faa apontamentos segundo os seus conceitos, ou, aquilo que acredita ser o correto, mas que seja o mediador ?atravs de conversas e indagaes? ? assim como fazia Scrates, que foi capaz de encantar seus alunos/ aprendizes, de envolv-los e, de deixar-se envolver de fato no filosofar por meio do dilogo. O filosofar, por meio de dilogos libertadores e provocativos e, da brincadeira, capaz de causar encanto. A provocao primeiramente causar nos envolvidos certo descontentamento, certa estranheza, depois, causar o gosto. Gosto atravs do incentivo, do prazer de brincar, de dar liberdade quele que se expe, que fala, que interpreta - liberdade de ser criana, respeitada como tal, como pessoa ativamente participante da sociedade, mesmo que por vezes ns ?adultos juzes?, acreditemos que no. Significar o que ser criana uma grande preocupao de diversas reas do saber, a citar: psicologia, filosofia, pedagogia entre outras. Crianas desde muito cedo merecem especial ateno dos adultos, mas e suas imposies? Deveramos cri-las no intuito de darmos a elas um futuro promissor - ofertando-lhes uma carga exaustiva de cursos, da prtica de esportes etc.? Como estamos ocupando o tempo livre de nossos infantes? No estamos nos esquecendo de permitir que nossas crianas sejam crianas com toda a problemtica da infncia? As regras de convivncia as quais as crianas so subordinadas tentam ser justificadas pelos adultos, por vezes julgarem estar tornando as crianas seres sociveis: seja na famlia, na escola, na religio etc.. Porm, no obstante, h uma marca da infncia onde os adultos no conseguem interferir, apenas opinam e mesmo assim, quando lhes permitido pela criana: o ato de brincar. Na brincadeira a criana interage com as regras ? mesmo que de forma fantasiosa as cumpre, quando no as aceita, cria as suas prprias. Isso faz com que ela perceba o mundo a partir daqueles que a cerca, lidando com a negociao, com o dilogo, interagindo, conhecendo e procurando entender o mundo em que vive. Crianas desde os primeiros anos de vida percebem o mundo e atribuem sentido a este, por meio do brincar que no se d apenas atravs de objetos concretos, mas por meio de algo abstrato como as msicas, uma fala, uma expresso popular ou cientfica. Brincando ela experimenta pelo faz de contas ? o imaginrio, ela inventa um mundo novo e, se reinventa nesse mundo para que depois venha a entender o mundo real. Deve-se comear a educar a criana pela lei que est dentro dela. (KANT, 1999 [1784]). Brincando, as crianas criam novas possibilidades, mesmo quando submetidas viso superior do adulto. Elas demonstram por meio do brincar que respostas prontas no s satisfazem. Crianas necessitam se alimentar do saber mais e inventar mais. O ldico presente no brincar permite ao infante compreender como se comportam os animais, como ser um bombeiro, um professor, tudo aquilo que no faz parte ainda de sua vivncia. Brincar prprio da infncia, permitindo aos infantes compreender o mundo por meio da cognio, ganhando cada vez mais autonomia, possibilitando a criana a desenvolver sua capacidade de ir busca do conhecimento, de saciar suas dvidas. Os brinquedos so muitos utilizados pelas crianas no primeiro ciclo do Ensino Fundamental, por vezes, estes brinquedos tornam-se materiais pedaggicos: os contos infantis; os mitos ? o faz de conta, a msica, os jogos investigativos etc., possibilitam que as crianas desenvolvam o raciocnio e a capacidade de aprenderem a partir deles, sendo o adulto apenas o mediador ? supervisor de todo processo. Brincar na prtica filosfica ser a maneira de criar a oportunidade de que as crianas necessitam para aprenderem a investigar, de produzir o raciocnio reflexivo, de construir seus prprios conceitos e, de desfaz-los quando necessrio. O infante desenvolve a criticidade sobre aquilo que lhe proposto, um exemplo a ser considerado o jogo de perguntas investigativas ? perguntas e respostas a respeito do que se quer saber: obedecer deixar de ser livre? Ou mesmo: os homens so todos iguais? O que a morte? Lorieri (2010) nos demonstra algumas questes que podero fazer parte de uma investigao filosfica: O que entender por ?mundo?? Como entender os diversos ?entendimentos? de mundo? O que, na verdade, constitui a realidade? O que real? O que aparncia? O que existe? Por que existe o que existe? Nessa brincadeira, tanto os adultos quanto os infantes refletem a respeito de seus conceitos, descobrem o que o outro pensa e podem chegar concluso que respeitar a opinio do outro se faz mltiplo do conhecimento. A prtica do filosofar acontecer com as crianas e, para as crianas, a partir do momento que os adultos possam se despir de sua ?dita maioridade? e adentrarem na busca de respostas que tambm os causa certo desconforto ? estranhamento. O professor, atravs do processo educacional, ser o adulto mediador, capacitado a desenvolver o senso crtico nos alunos, refletindo sempre a respeito de seu papel enquanto aquele que liberta a criana das amarras de uma educao segregadora. De forma consciente, o educador analisa se pretende fazer com que seus discentes/crianas, estabeleam suas opinies estimuladas por dilogos educativos, prazerosos ou, se deseja utilizar processos educacionais tradicionalistas, conteudistas e esmagadores - mtodos mutiladores/ tolhidos, nos quais o ?ser criana?, nessa perspectiva, no respeitado em sua essncia, envolvido. Aquele ser que no se reconhece como integrante da realidade social, que em nenhum instante se v participante da mesma por vezes ser rotulado como ?criana tola ? infantilizada?. ?Educadores juzes? fazem com que seus alunos tenham a sensao de excluso, de estarem assistindo de fora a um contexto do qual eles tambm deveriam pertencer, de estarem sendo adestrados, treinados. Aps toda exposio, podemos inferir que crianas adestradas so incapazes de encantar-se pelo processo educativo opressor, esses, tornam-se deficientes por no oferecerem as crianas subsdios para que pensem mais criativamente. Por vezes, a educao brasileira se revela inadequada no que diz respeito ao fazer pensar de seus discentes, incapaz de encantar e de dar liberdade queles que esto envolvidos no processo de aprendizagem. Seguindo este raciocnio, surge a necessidade de um olhar mais criterioso sobre as teorias de Lipman e Bruner a respeito do que seria educar para emancipar, e avaliar em quais pontos tais teorias se aproximam e como essas, podem cooperar para o fortalecimento da Filosofia para Crianas. Programa Filosofia para Crianas As obras de Lipman tm como objetivo principal, levar a criana pelos caminhos da reflexo, pelo exerccio do pensamento, o que vem a acontecer por meio das indagaes dos infantes, ou seja, por meio dos questionamentos a cerca daquilo que lhe pode causar certo espanto para depois poder lhe emancipar o pensamento. Crianas que se encantam pelo filosofar estaro muito mais prximas do ideal de pensar por si prprias, de ousarem saber. A preparao por vias de acesso do questionamento ? das perguntas, levar o aluno a investigar aquilo que se pretende saber. A prtica investigativa ? do raciocnio lgico e crtico, conduz o aluno a uma reflexo filosfica, a uma preparao para indagaes ainda mais profundas e, contextuais, preparando-os futuramente para uma vida investigativa de sucesso. O Programa Filosofia para Crianas busca promover novos sentidos aos conceitos: filosofia, educao e criana (LIPMAN, 1990.) Filosofar entre as crianas seria o buscar a reflexo a respeito de valores, conceitos, raciocnios e em como se fazer julgamentos tanto avaliativos quanto classificatrios. Uma criana ao filosofar estar realizando uma investigao, uma reflexo dialgica, desenvolver o respeito s opinies contrrias as suas e perceber que o que julga ?diferente? faz parte de uma interpretao baseada em crenas. Narrativa e desenvolvimento humano A interao criana ? cultura se d por meio da linguagem, pois, ao desenvolver a linguagem, a criana desenvolveria tambm sua forma de pensar. Crianas falam a todo o momento e, suas narrativas funcionam como instrumento organizador de suas experincias; narrativas permitem a seus locutores significar seu pensamento, pois as crianas organizam seus pensamentos por meio de uma lgica. Bruner (1978) acredita ser a ao ldica da criana o seu primeiro nvel de elaborao de conhecimento ? nvel de pensamento intuitivo. Segundo o autor, o prazer e a alegria deve primeiramente fazer parte do processo de construo e de sistematizao do conhecimento, para tanto, contribuindo com o ganho de conceitos significativos por parte dos infantes. Bruner caracteriza esse processo como o de pensamento intuitivo e analtico ou, mais recentemente, de raciocnio narrativo e lgico-cientfico. Assim como Lipman, Bruner enfatiza que podemos solucionar problemas por meio da lgica ? cientfica, que seria uma das vrias maneiras de se libertar o pensamento. Jerome Bruner: processo de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo Bruner (1979, p. 49) se posiciona: ?Se voc quer saber como as crianas realizam a aprendizagem em situao escolar, ento estude as crianas em sala de aula e no ratos e pombos em gaiolas?. Observamos aqui a preocupao do autor com a infncia e, com o processo de ensino ? aprendizagem, para tanto, o autor nos leva a refletir que o ideal seria avaliarmos como se d ? ocorre aprendizagem no cotidiano, no prprio ambiente em que acontece e no, que possamos chegar a concluses apenas tericas fundamentadas em conceitos que excluem a experincia. Bruner tambm enfatiza: Ao agir sobre o mundo o aprendiz descobre como control-lo (FERREIRA, 2003), ou seja, o desenvolvimento intelectual da criana se d por influencias do ambiente em que essa vive, sobretudo, do ambiente escolar. Bruner ressalta a importncia do ldico nas brincadeiras escolares e, de forma geral. O ldico promove o desenvolvimento intelectual da criana, pois, o brincar faz com que as crianas aprendam a lidar com as convenes sociais, e com alguns preconceitos. Na brincadeira as crianas so agentes de sua aprendizagem, se socializam com outras formas de pensar, interagem. Na aprendizagem de ideias cientficas, as crianas, no necessariamente devero seguir seu desenvolvimento cognitivo, essas, precisam ser desafiadas para avanarem com seu desenvolvimento intelectual. O pensamento narrativo e a educao A narrativa segundo Bruner (1997, 1986), estaria interpretando a vida em ao e, de acordo com sua intencionalidade, ela tem relao com o significado dado s coisas pelo seu autor e envolve a negociao de significados entre os seres humanos. Para Bruner (1997) o pensamento no se expressa apenas pela lgica, pois o pensamento narrativo aquele capaz de contribuir na construo da identidade do ser humano. Acontecera ento a sensao de haver descoberto algo de fundamental importncia: a maneira como a criana capaz de formular seus conceitos a respeito de determinado assunto emerge como resultado de variadas intervenes investigativas filosficas e, pedaggicas, ento, ensino e desenvolvimento mental no podem ser separados um do outro. Uma interveno educacional comea por uma experincia ? um evento cognitivo/afetivo unificado que, ao mesmo tempo, provocativo e encantador. A filosofia encantando por meio do dilogo seria a base fortalecedora do raciocnio das crianas, o desenvolver de sua capacidade de formao de conceitos. Referncias BRUNER, Jerome. A cultura da educao. Porto Alegre: Artmed. 2001. ______. Atos de significao. Porto Alegre: Artes Mdicas. 1997. ______. As funes do ensino. In MORSE, W. e WINGO, G. M.. Leituras em Psicologia Educacional. So Paulo: Nacional, 1979. ______. O Processo da Educao. Traduo de Llio Loureno de Oliveira. - 7. ed. - So Paulo, Ed. Nacional, 1978. KANT, Immanuel. Sobre a Pedagogia (1784). Traduo de Francisco Cock Fontanella, So Paulo: Unimep, 1999. LIPMAN, Matthew. Natasha: dilogos Vygotskianos; trad. Llio Loureno de Oliveira. Porto Alegre: Artes Mdicas, 2002 [1997]. ______. O Pensar na Educao. Petrpolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1995. ______. A filosofia vai escola; traduo de Maria Elice de Brzezinski Prestes e Lucia Maria Silva Kremer. (Novas buscas em educao; v.39), So Paulo: Summus, 1990. LORIERI, Marco Antnio. Filosofia e Educao: um entendimento possvel desta relao. Revista Filosofia Cincia e Vida, So Paulo: Editora Escala, ano IV, ed. 54, p. 45 ? 51, dez. 2010.