História e Crítica: Gibbon e a “Grandeza imoderada de Roma”

v. 20 n. 1 (2015) • Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade

Autor: Fernão de Oliveira Salles

Resumo:

Trata-se de mostrar que, embora se utilize de termos da tópica difundida na querela do luxo, Gibbon realiza sua análise das causas da queda do Império Romano sob uma perspectiva inovadora. Tal ponto de vista é, segundo pensamos, incompatível com a simples avaliação moral do luxo e da frugalidade, bem como de suas consequências para o Estado, os indivíduos e a civilização. Tal perspectiva, conforme tentamos apontar aqui, depende de um bem delimitado conceito de história, desenvolvido a partir de um certo conceito de crítica que situam Gibbon numa posição peculiar no interior do Século XVIII.

DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2318-9800.v20i1p33-48

Texto Completo: https://www.revistas.usp.br/filosofiaalema/article/view/102960

Palavras-Chave: crítica,história, luxo,vício, virtude

Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade

Organizada pelo Grupo de Filosofia Crítica e Modernidade (FiCeM), um grupo de estudos constituído por professores(as) e estudantes de diferentes universidades brasileiras, a revista Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade é uma publicação semestral do Departamento de Filosofia da USP que, iniciada em 1996, pretende estimular o debate de questões importantes para a compreensão da modernidade.

Tendo como ponto de partida filósofos(as) de língua alemã, cujo papel na constituição dessa reflexão sobre a modernidade foi – e ainda é – reconhecidamente decisivo, os Cadernos de Filosofia Alemã não se circunscrevem, todavia, ao pensamento veiculado em alemão, buscando antes um alargamento de fronteiras que faça jus ao mote, entre nós consagrado, da filosofia como “um convite à liberdade e à alegria da reflexão”.