LEO STRAUSS: UMA NOVA FIGURAÇÃO DO MAQUIAVELISMO

Cadernos Espinosanos Maquiavel e Espinosa n. 32 (2015) • Cadernos Espinosanos - Estudos sobre o século XVII

Autor: André Menezes Rocha

Resumo:

Analisaremos o comentário produzido por Leo Strauss a partir dos textos de Maquiavel no livro Thoughts on Machiavelli. Com base na crítica do método de leitura e escrita dos textos filosóficos de Strauss, podemos perceber que a operação interpretativa de Strauss consiste na construção de uma nova figuração do velho maquiavelismo que assaltou a obra de Maquiavel desde que passou a ser censurada pelos padres. A enunciação da tese de que o ensinamento de Maquiavel é diabólico consiste apenas no traço mais superficial e evidente da interpretação teológica de Strauss, pois sob a sua nova figuração do “maquiavelismo” podemos ver ao fundo o seu projeto de destruição da filosofia moderna para insinuar uma certa e determinada filosofia contemporânea como se fosse o reestabelecimento da filosofia política clássica. 

DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2015.102693

Texto Completo: http://www.revistas.usp.br/espinosanos/article/view/102693

Palavras-Chave: Maquiavel, republicanismo,liberdade política,

Cadernos Espinosanos - Estudos sobre o século XVII

O objetivo dos Cadernos Espinosanos é publicar semestralmente trabalhos sobre filósofos seiscentistas, assim como leituras contemporâneas a respeito do pensamento destes, constituindo um canal de expressão dos estudantes e pesquisadores do Departamento de Filosofia da USP e de outras instituições brasileiras e estrangeiras.

Serão aceitos artigos e ensaios originais, traduções e resenhas que possam contribuir com o acervo sobre a filosofia moderna.

The aim of this journal is to published every semester works on seventeenth-century philosophers, as well as contemporary readings about the thought of these, constituting a channel of expression of students and researchers from the Department of Philosophy at USP and other Brazilian and foreign institutions.

Articles and original essays, translations and reviews that may contribute to the early modern philosophy research will be accepted.