O QUE O PENSADOR TEM A APRENDER COM O XAMÃ? CAMINHOS PARA (RE)PENSAR A FILOSOFIA DESDE UMA COSMOPERCEPÇÃO AMERÍNDIA
Edição: Julho-Dezembro: v. 1 n. 52 (2025) • Revista Ideação
Autor: Eliana Moreira
Resumo:
:A incrível escultura “O pensador”, feita por August Rodin em 1880, tornou-se ícone de representação do ato de filosofar, o gesto do queixo apoiando-se na mão, um semblante sisudo, pensativo, o corpo inclinado para baixo, o olhar demonstrando uma certa angústia, toda essa representação ilustra bem o que temos em mente quando se trata do filosofar. Por outro lado, temos uma escultura em argila de um xamã, sentado em seu banquinho, mãos apoiadas nos joelhos e um semblante que em nada lembra o do pensador. O xamã está sereno, sua figura nos demonstra uma total harmonia de seu ser no mundo, seu corpo não está inclinado, mas está ereto, o olhar abrange o horizonte. O corpo, o gesto e a expressão que nos remetem ao mundo circundante expresso nestes símbolos que sãoestas esculturas nos dizem muito sobre o modo de ser-no-mundo destas representações de seres humanos. O que o pensador tem a aprender com o xamã? Eis a trilha que nos guia neste caminho que busca os rastros do filosofar e de uma estética nas rotas ameríndias. Afinal, re-conhecer a filosofia dos povos originários do Brasil, nesses tempos de “não-retorno”, pode nos ajudar a “adiar o fim do mundo”.
Abstract:
The incredible sculpture “The Thinker” made byAugust Rodin in 1880 became an icon representing the act of philosophize, the gesture of the chin resting on the hand, a serious, thoughtful countenance, the body tilted downwards, the gaze demonstrating a certain anguish, this entire representation illustrates well what we have in mind when it comes to philosophizing. Next to, we have a clay sculpture of a shaman, sitting on his stool, hands resting on his knees and a countenance that in no way resembles that of the thinker. The shaman is serene, his figure shows us a total harmony of his being in the word, his body it is not inclined, but is erect, the gaze encompasses the horizon. The body, gesture and expression that take us to the surrounding world expressed in these symbols that are these sculptures tell us a lot about the way of being-in-the-word of these representations of human beings. What does the thinker have to learn from the shaman? Here is the trail that guides us on this path that seeks the traces of philosophizing along Amerindian routes. After all, recognizing the philosophy of the original peoples of Brazil, in these times of “no return”, can help us “postpone the end of the world”.
ISSN: 2359-6384
DOI: https://doi.org/10.13102/ideac.v1i52.11629
Texto Completo: https://periodicos.uefs.br/index.php/revistaideacao/article/view/11629/9964
Palavras-Chave: Filosofia; xamã; sabedori
Revista Ideação
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