A ORIGEM E OS SIGNIFICADOS DO KITSCH: DIÁLOGO COM AS CONTRIBUIÇÕES BRASILEIRAS

Edição: Julho-Dezembro: v. 1 n. 52 (2025) • Revista Ideação

Autor: Clotilde Perez e Sergio Bairon

Resumo:

O artigo tem o objetivo de recuperar a origem do conceito Kitsch e sua evolução no tempo por meio da articulação de Karpfen (2017), Benjamin (1985), Greenberg (1986), Sontag (1964), Moles (2012), Eco (1998), Kulka (2011) e Morin (2015). Busca a compreensão da expansão do conceito no Brasil, apresentando o diálogo entre Rosenfeld (1987), Campos (1969), Pignatari (2002) e Souza (2019), sublinhando os pontos de contato com a perspectiva europeia e americana, que são muitos, e as singularidades brasileiras debatidas por esses autores, que são poucas. Conclui-se que há o predomínio da compreensão do kitsch em sua perspectiva original europeia e que os avanços estão indiciados no entendimento da contribuição sobre kitsch na expansão dos repertórios (Pignatari, 2002 e Campos, 1969) e como uma certa resposta às lutas das classes sociais, em Souza (2019). Tais considerações nos apontam para a necessidade de ampliar e aprofundar o entendimento do kitsch no Brasil, tanto pela exuberância das relações que mantemos com a cultura material e pela diversidade de gostos de uma população grande em processo sucessivos de imigrações, quanto pelas novas dinâmicas impostas pela sociedade atual no contexto da ambiência digital e das lógicas algorítmicas.

Abstract:

 

The article aims to recover the origin of the concept of Kitsch and its evolution over time through the articulation of Karpfen(2017), Benjamin (1985), Greenberg (1986), Sontag (1964), Moles (2012), Eco (1998), Kulka (2011) and Morin (2015). It seeks to understand the expansion of the concept in Brazil, presenting the dialogue between Rosenfeld (1987), Campos (1969), Pignatari (2002) and Souza (2019), highlighting the points of contact with the European and American perspective, which are many, and the Brazilian singularities debated by these authors, which are few. The conclusion is that there is a predominant understanding of kitsch from its original European perspective and that advances are indicated in the understanding of the contribution of kitsch to the expansion of repertoires (Pignatari, 2002 and Campos, 1969) and as a certain response to the struggles of social classes, in Souza (2019). These considerations point to the need to broaden and deepen the understanding of kitsch in Brazil, both because of the exuberance of the relationships we have with material culture and the diversity of tastes of a large population in a successive process of immigration, and because of the new dynamics imposed by today's society in the context of the digital environment and algorithmic logics.

ISSN: 2359-6384

DOI: https://doi.org/10.13102/ideac.v1i52.11532

Texto Completo: https://periodicos.uefs.br/index.php/revistaideacao/article/view/11532/9977

Palavras-Chave: Kitsch, Camp, Popular, Arte, Mau gosto, Imitação.

Revista Ideação

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