Entrevista com Françoise Vergès é publicada em parceria com Le Monde Diplomatique Brasil

O feminismo pode ser universal? As mulheres lutam em todas as partes do mundo contra a mesma forma de opressão?

A partir de questões centrais como estas que se desenvolve a entrevista concedida pela feminista decolonial francesa, Françoise Vergès, à Susana de Castro (UFRJ/Anpof). Na conversa, publicada na última edição do Le Monde Diplomatique Brasil, a autora do livro Um feminismo Decolonial (São Paulo: Ubu, 2020), fala sobre os dois pontos cegos do feminismo burguês europeu: a questão racial colonial e o capitalismo/imperialismo.

Para Vergès, as feministas do sul Global e das ex-colônias discordam da universalidade do feminismo e adotam como perspectiva a virada decolonial, de acordo com a qual a colonização iniciou uma divisão internacional do trabalho a partir dos critérios de raça e gênero. É com esta premissa que a filósofa expõe sua crítica ao chamado “feminismo civilizador” e nos mostra seu entendimento acerca de um feminismo decolonial: “O feminismo descolonial que defendo aborda a libertação de toda a sociedade, não visa a igualdade de mulheres e homens em uma economia militarizada, de exploração e extração, mas o desmantelamento desta economia, do racismo e do patriarcado”.

Françoise Vergès estará com a gente na XIX edição do Encontro Nacional Anpof, que será realizada em outubro na cidade de Goiânia.

Leia a entrevista na íntegra!

 

ANPOF &copy Todos os direitos reservados